
“Prenda-me se for capaz”
De acordo com Anderson Sant’Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral, a Geração Y quer dar sentido à vida, e rápido, enquanto fazem outras dez coisas ao mesmo tempo. “Tudo é possível para esses jovens”, diz ele.
Nessa etapa, “busca de significado” é a expressão que dá sentido às coisas. Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal.
Para o mesmo, a palavra de ordem da Geração Y é a autorrealização. “Questionando o que é a realização pessoal e profissional e buscando agir de acordo com seus próprios interesses, eles estão levando a sociedade a um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos”, complementa Anderson.
“A grande diferença em relação às juventudes de outras décadas é que, hoje, eles não abrem mão das rédeas da própria vida”, diz Tânia Casado.
“O jardineiro fiel”
“Descobrimos que os jovens não são revoltados e têm valores éticos muito fortes, priorizam o aprendizado e as relações humanas”, diz Miriam Korn, da FIA/USP.
Os valores fazem-se presente no dia a dia organizacional, principalmente no relacionamento entre os colaboradores e chefes. Os jovens, além de aprender com eles, sabem que também podem ensiná-los, em uma relação horizontal. A Geração Y funciona por meio de redes interpessoais, nas quais todas as peças têm a mesma importância. “O respeito em relação aos superiores ou iguais existe, mas é uma via de duas mãos. Eles só respeitam aqueles que os respeitam, e veem todos em uma situação de igualdade”, afirma Ana Costa.
“Tempos modernos”
“É a era dos indivíduos multitarefas”, afirma Carlos Honorato, professor da FIA. Ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e ainda prestar atenção na conversa ao lado. Para a Geração Y, os resultados precisam ser mais rápidos, e os desafios, mais constantes.
Um estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano, ou seja, são ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal. Essa vontade de se desenvolver foi apontada como fundamental para 94% dos jovens entrevistados pelos pesquisadores da FIA. Os dados refletem a intenção de estar aprendendo o tempo todo. Mas, dessa vez, o professor precisa ser alguém ético e competente, como percebemos anteriormente.
A Geração Y é considerada a força motriz da nova Revolução no mercado de trabalho (veja o post Revolução Silenciosa). E finalizo este post destacando que o contexto dos títulos dos filmes não são aqui considerados, apenas o tema em questão no título que pode ser metaforicamente utilizado neste texto.
Fonte:
revistagalileu.globo.com